Em 1997, a dança foi incluída nos parâmetros curriculares nacionais (PCNs) e ganhou reconhecimento nacional como forma de conhecimento a ser trabalhado na escola.
Mas, que dança ensinar? Existem diferentes modalidades de dança em nossa sociedade. No início, a escola estava mais engajada com as danças criadas com finalidades e intenções artísticas, mas nem só de repertórios vive a dança. A improvisação e a composição coreográfica também são danças a serem ensinadas. Tanto uma como outra são formas de fazer pensar dança e, portanto, arte.
Na verdade, são esses dois processos que mais permitem aos alunos experimentar, sentir, articular e pensar a arte como criadores e sujeitos do mundo. Devemos deixar de pensar que a dança não passa de uns passinhos a mais na vida do indivíduo e de que é exclusivamente do sexo feminino. Nossos alunos não mais apreendem o mundo somente por meio de palavras, mas principalmente das imagens e dos movimentos. A dança, como uma das vias de educação, torna-se indispensável para vivermos presentes, críticos e participantes de uma sociedade.
Claudia da Conceição Nunes
Professora de dança
Formada pela Royal Academy of Dancing
Graduada em dança pela Faculdade Paulista de Arte